A Etnia Israelita é um grupo Étnico com personalidade jurídica há mais de 2 décadas na cidade de Cascavel, Ceará, inscrita no CNPJ 07.107.383/0001-40. Sua diretoria é composta pelo quarteto Maximo Lins(presidente), Adriano Azevedo(vice-presidente, Luciana Oliveira(secretária) e Edviges Pessoa(tesoureira). A Etnia Israelita é formada por Bnei Anussim= filhos dos forçados, forçados ao quê? Forçados a se converterem a força no tempo da inquisição. Conversão forçada não é conversão e por isso, nossos pais, avós e bisavós, mantiveram costumes tradicionais como não varrer a porta colocando o lixo pela porta da frente em respeito ao mezuzá e outros eram ainda mais claros como meu pai, que dizia que era judeu e que meu avô havia lhe ensimado que as pessoas quardam o domingo, mas o dia que D'us deixou como dia de deacanso foi o Shabat. São pessoas assim, que ao descobrir suas origens israelitas na construção de suas árvores genealógicas, retornaram e estão retornando às suas raízes, como filhos dos Anussim= forçados. Para nós, somos por sangue, por genética e linhagem, e é esse sangue dos nossos avóse bisavós convertidos a força, que tem nos chamdo de volta as nossas raízes. Isso nos faz lembrar Mosheh(Moisés), que foi criado como egípcio e cresceu achando que realmente fazia parte do povo egípcio até descobrir que ele era na verdade descendente de israelitas e que o seu povo era o povo israelita e não o povo egípicil. Assim são muitos nos dias de hoje, cresceram achando que eram parte do povo católico, evangélico e outros, mas que na verdade fazem parte por descendência do povo israelita. Há mais de 20 anos esse pequeno grupo vem sofrendo perseguições intensas por praticar uma crença diferente da maioria, o Israelismo. No entanto, as pessoas desse grupo étnico continua sendo alvo apenas por se identificarem como israelitas(judeus) e praticarem o Israelismo(Judaísmo), mas permanecem resistindo o antissemitismo e se mantendo firmes na prática e retorno às suas raízes. Isso é uma grande descoberta, um achado importante e certamente o crescente movimento Bnei Anussim vai aumentar cada vez mais e despertar muitos Moisés(Mosheh) que ainda dormem, sem saber que são Bnei Anussim= FILHOS DOS FORÇADOS!
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
sábado, 22 de agosto de 2026
O que está acontecendo com o mundo?
Desde agosto o mundo vem registrando terremotos de magnitude acima de 7. 0, causadores de destruição e mortes em várias partes do mundo, inclusive em regiões como América do Sul, como os que aconteceram na Venezuela e Colômbia. Mas o que está acontecendo? Ninguém sabe ao certo, mas parece que está acontecendo alguma coisa errada no núcleo da terra. Antes os cientistas diziam que eram o mover das placas tectônicas, mas alguns terremotos aconteceram em países que não haviam encontro de placas tectônicas. Isso significa que os terremotos recentes não estão acontecendo devido o movimento de placas, mas sim, por algo errado no núcleo da terra. O que isso indica, o início do fim do planeta ou nada preocupante? Mas de uma coisa sabemos, isso não é normal e devemos nos preocupar para a vinda de coisas ainda piores. Tudo se desgasta com o tempo e eu acredito que a terra está se desgastando.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
A era de ouro na Península Ibérica
A Era de Ouro na Espanha (séculos X a XII)
foi o período de maior florescimento cultural, científico e espiritual do
judaísmo sefardita. Sob o domínio dos califados islâmicos, principalmente em
cidades como Córdoba, Granada e Toledo, os judeus
alcançaram posições de grande influência e riqueza.
Este período foi marcado pela convivência (chamada
de Convivência) entre muçulmanos, judeus e cristãos.
O Status de Dhimmi e a Integração
Os judeus na Espanha muçulmana (Al-Andalus) não tinham
igualdade civil plena, mas possuíam autonomia interna:
·
Estatuto de Dhimmi: Significa "povo protegido". Os judeus da época pagavam um
imposto especial (jizya) em troca de liberdade de culto e
segurança física.
·
Autonomia Jurídica: As comunidades judaicas da época tinham tribunais próprios para julgar
questões internas de direito civil e religioso.
·
Ascensão Política: Os Judeus da época tornaram-se diplomatas, conselheiros reais e médicos
da corte islâmica por sua fluência em vários idiomas.
Grandes Nomes e Contribuições
A Era de Ouro produziu mentes da área da filosofia,
medicina e poesia mundial:
·
Hasdai ibn Shaprut (915–970): Médico e diplomata, foi o pioneiro. Ele financiou
acadêmicos e transformou Córdoba no centro cultural do mundo judeu, rompendo a
dependência da Babilônia.
·
Maimônides / Rambam (1138–1204): Nascido em Córdoba, foi considerado o maior
filósofo judeu da história pelos talmudistas. Escreveu o Guia dos Perplexos
(conciliando a filosofia de Aristóteles com a Torá) e o Mishná Torá
(código de leis), incerindo o misticismo por meio de fontes de outras culturas
e religiões.
·
Judá Halevi (1075–1141): Um dos maiores poetas da língua hebraica, famoso
por seus poemas de amor à terra de Israel e pela obra filosófica O Cuzari.
·
Ibn Gabirol (1021–1058): Poeta e filósofo neoplatônico. Sua obra
influenciou tanto o pensamento judaico quanto a filosofia escolástica cristã
medieval.
O Fim da Era de Ouro
O declínio dessa era começou no final do século XI
devido a invasões e instabilidade política:
·
Invasão dos Almorávidas e Almoadas: Dinastias islâmicas radicais vindas do Norte da
África invadiram a Espanha. Eles acabaram com a tolerância religiosa e forçaram
a conversão ou a fuga dos judeus (o próprio Maimônides teve que fugir para o
Egito).
·
A Reconquista Cristã: À medida que os reinos cristãos do norte avançavam
para o sul, a dinâmica mudava. Inicialmente, reis cristãos mantiveram judeus na
administração, mas a pressão da Igreja aumentou drasticamente até culminar na expulsão
definitiva dos judeus da época em 1492.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
A adaptação na diáspora e o surgimento do termo Sefarad e Ashkenaze
Os judeus da Judeia se reorganizaram criando duas grandes identidades culturais e geográficas na Europa. Eles também adaptaram sua religião para sobreviver sem um templo central.
Abaixo
está a divisão de como esses grupos se formaram e como o judaísmo se
transformou.
A
Origem das Identidades Culturais
Os
fluxos migratórios após o ano 135 d. e. C. dividiram o povo judeu em duas
ramificações principais no continente europeu:
• Sefarditas (Península Ibérica): Judeus
que migraram para as regiões que hoje correspondem a Espanha e Portugal. O
termo vem de Sefarad, palavra hebraica para designar a Península Ibérica. Eles
desenvolveram uma cultura muito influenciada pelo mundo greco-romano e, séculos
mais tarde, pela civilização islâmica. Falavam o ladino (uma mistura de
espanhol antigo com hebraico).
• Ashkenazitas (Europa Central e
Oriental): Judeus que se deslocaram inicialmente para a Península Itálica e
depois subiram em direção ao Vale do Rio Reno (fronteira entre Alemanha e
França). O termo vem de Ashkenaz, termo hebraico associado à Alemanha. Mais
tarde, devido a perseguições, migraram em massa para a Polônia, Rússia e
Ucrânia. Falavam o iídiche (mistura de alemão medieval com hebraico).
Transição
para o Judaísmo Rabínico
A
perda definitiva de Jerusalém forçou uma revolução espiritual e estrutural,
liderada por sábios como Yochanan ben Zakai. Sem o Templo físico e sem a
possibilidade de fazer sacrifícios de animais, o judaísmo passou por adaptações:
• O
sacrifício de animais foi substituído por orações diárias (Tefilá) e por atos
caridade.
• Do Templo para a Sinagoga: A Sinagoga
(casa de assembleia) passou de um simples local de reuniões para o centro
espiritual de cada comunidade. Qualquer lugar do mundo poderia ser um espaço
sagrado, desde que houvesse uma comunidade reunida.
• Dos Sacerdotes para os Rabinos: Os
Kohanim (sacerdotes que cuidavam do Templo) perderam a função prática. A
liderança passou para os Rabinos, que eram professores, juristas e estudiosos
da Torá.
• Do Altar para o Livro: A fixação da Torá
tornou-se vital para manter o povo unificado na Diáspora. Os rabinos compilaram
a Mishna (cerca de 200 d.C.) e os Talmudes (Jerusalém e Babilônia, entre os
séculos IV e VI), criando um código de leis que os judeus podiam carregar para qualquer
país, um claro desvio da Torá, que mistura ás leis de D’us com misticismo e
práticas de outras religiões.
Rav Máximo Lins
segunda-feira, 8 de junho de 2026
A dispersão pelo mundo após a derrota de Bar Kochba
Após a derrota na Revolta de Bar Kokhba (135 d.C.), os romanos
devastaram a Judeia e proibiram os judeus de viver em Jerusalém.
Muitos sobreviventes foram escravizados. Grande parte da população refugiou-se na Galileia (norte de Israel), enquanto outros se juntaram a comunidades já existentes ao redor do mundo.
O mapa da dispersão a partir do século II seguiu rotas bem mapeadas:
• Galileia e Líbano: A região montanhosa ao norte tornou-se o novo centro intelectual e populacional do judaísmo na Terra de Israel, onde o Talmude de Jerusalém foi posteriormente compilado.
• Babilônia (atual Iraque): Refúgio histórico desde a Antiguidade. Esta comunidade tornou-se um grande polo cultural, onde se desenvolveu o Talmude da Babilônia.
• Bacia do Mediterrâneo: Comunidades se espalharam por Alexandria (Egito), Roma (Itália), Ásia Menor (Turquia) e Grécia, onde já havia uma extensa diáspora desde o Período Helenístico.
• Península Ibérica e Europa Ocidental: Grupos chegaram à Península Ibérica, onde mais tarde dariam origem à identidade judaica sefardita.
Essa expansão marcou a consolidação da Diáspora Judaica, fazendo com que a liderança religiosa e cultural mudasse dos sacerdotes do Templo para os rabinos.
Rav Máximo Lins
quarta-feira, 20 de maio de 2026
A Diáspora total
A derrota na Revolta de Bar Kokhba (132–135 d.C.) marcou o início da Diáspora judaica em massa. O Império Romano devastou a Judeia, proibiu judeus de entrarem em Jerusalém sob pena de morte, converteu a província em província romana, mudou o seu nome pra Palestina e forçou a dispersão global do povo judeu. Os principais desdobramentos desse evento incluem:
Repressão e Expulsão Proibição religiosa:
O imperador Adriano proibiu práticas fundamentais, como o estudo do Torá,
a observância do Shabat e a circuncisão.
Destruição demográfica: A maioria da população da Judeia foi morta na
Batalha de Betar (135 d.C.), o restante da população foi escravizada, vendida
em mercados pelo Mediterrâneo ou forçada a fugir.
Formação dos Centros da Diáspora
A dispersão levou à formação de dois grandes polos culturais
que guiaram o judaísmo nos séculos seguintes: Centro Babilônico: A comunidade
na região da Mesopotâmia (atual Iraque) cresceu significativamente. Este centro
acadêmico e religioso tornou-se o principal motor do judaísmo mundial, sendo
responsável pela criação do Talmude Babilônico. Centro Europeu e
Norte-africano: Muitos judeus se assentaram na Bacia do Mediterrâneo,
expandindo as comunidades existentes no Norte da África, na Península Ibérica e
no sul da Europa.
Adaptação e Continuidade
Da centralização ao rabinismo: Com a destruição do Segundo Templo décadas
antes (70 d.C.) e a perda da terra, o judaísmo centralizado no sacerdócio
transformou-se. O foco mudou para as sinagogas, o estudo da lei e a liderança
dos rabinos.
Aguardando o retorno:
Culturalmente, a relação de exílio intensificou o conceito de saudade da
Terra de Israel (Sião) e a esperança de uma restauração messiânica, elementos
centrais nas orações diárias.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
O fracasso de Bar Kochba
No ano 135 d.c., a Revolta de Bar Kochba (132-135 d.c.), a última das grandes rebeliões
judaica contra o Império Romano, chegou ao seu fim catastrófico. O levante, liderado por Simão Bar Kochba (que muitos acreditavam ser o Messias), foi brutalmente esmagado pelas tropas do Imperador Adriano, resultando na queda da fortaleza de Betar e na devastação da Judeia.
Os
principais acontecimentos de 135 d.c. foram:
A Queda de Betar (Agosto de 135
d.c.):
Após
perderem o controle de Jerusalém, Bar Kochba e os remanescentes de seu exército
refugiaram-se na cidade fortificada de Betar, próxima a Jerusalém. O exército
romano, liderado por Júlio Severo, sitiou a cidade, que finalmente caiu.
A Morte de Bar Kochba:
Bar Kochba
foi morto durante a queda de Betar. Segundo relatos, sua cabeça foi levada a
Adriano como troféu.
Massacre e Devastação:
A repressão
romana foi extrema. Estima-se que 580 mil judeus foram mortos em batalhas, além
de milhares que morreram de fome e doenças. Centenas de aldeias e fortalezas
foram arrasadas.
Escravidão em Massa:
Muitos
judeus sobreviventes foram vendidos como escravos, a ponto de o mercado de
escravos colapsar temporariamente.
Consequências
de Longo Prazo:
Renomeação da Região:
Para apagar
a ligação judaica com a terra, Adriano renomeou a província da Judeia para
Palestina.
Proibição em Jerusalém:
Judeus foram
proibidos de entrar na nova cidade romana construída sobre as ruínas de
Jerusalém, chamada Aelia Capitolina.
Diáspora e Perseguição:
A revolta
marcou o fim da independência judaica na antiguidade, intensificando a
dispersão (Diáspora) do povo judeu e o início de perseguições religiosas
severas, com a proibição de práticas como a circuncisão e o estudo da Torá.




